Visita de estudo ao Geopark de Arouca – 8º Ano

No passado dia 13 de outubro, realizou-se uma visita de estudo ao Geopark de Arouca no âmbito da disciplina de Ciências Naturais, para os alunos das turmas A, B, do 8.º ano.
Nesta visita de estudo foram realizadas duas saídas de campo, uma no período da manhã: “À descoberta da biodiversidade da Serra da Freita” e outra no período da tarde: “Visita à Casa das Pedras Parideiras”.
À Descoberta da Biodiversidade da Serra da Freita – Observámos as turfeiras permanentes, as charnecas húmidas, os bosques e os charcos temporários, alguns dos habitats típicos do planalto da Serra da Freita. A flora a eles associada é rica, havendo espécies relíquia que sobreviveram às glaciações e vários endemismos (lusitanos e ibéricos) raros. Assinalável é também a diversidade faunística que aqui se alimenta e se refugia dos seus predadores.

Visita à Casa das Pedras Parideiras – A Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação, surge da recuperação de uma casa antiga, já em desuso, nas proximidades do afloramento principal das muito afamadas Pedras Parideiras (pedras de origem granítica, que, por ação de natureza geodinâmica externa, se soltam da rocha-mãe). Trata-se de um equipamento que pretende contribuir para a conservação, a compreensão e a valorização deste importante património geológico único no mundo.
“Pedras Parideiras” foi o nome que a aldeia de Castanheira atribuiu ao fenómeno que consiste no desprendimento de nódulos de biotite (fragmentos de pedra) que se soltam da “rocha-mãe”. Estas são formadas essencialmente por granitos, devido à sua origem magmática plutónica, e são constituídas pelos minerais, quartzo e feldspato. O fenómeno autóctone acontece devido às características geográficas (altitude e continentalidade), geológicas e climatéricas propícias que a Serra oferece. Todos estes fatores contribuem para a criação destes tais nódulos que só existem na Serra da Freita.

Professoras responsáveis,
Joana Sousa
Rosa Pereira