Oração da Manhã

SETEMBRO DE 2020

8 de setembro (terça feira)

Uma mulher sonhou que entrava numa loja recém-inaugurada na praça do mercado e, para sua surpresa, descobriu que Deus se encontrava por trás do balcão.
– O que vendes aqui, perguntou-lhe.
– Tudo o que o teu coração desejar, respondeu Deus.
Sem quase se atrever a acreditar no que estava a ouvir, a mulher decidiu-se pedir o melhor que um ser humano poderia desejar: “Desejo paz de espírito, amor, felicidade, sabedoria e ausência de todo o temor”, disse ela. E depois de hesitar um instante, acrescentou: “Não só para mim, mas para o mundo inteiro.”

Deus sorriu e disse:
– Peço desculpa, mas creio que não me fiz compreender. Aqui não vendemos frutos. Aqui apenas vendemos sementes.

9 de setembro (quarta-feira)

A prece maior é ser feliz por nada.
É agradecer por pouco…
Amar…
Respeitar…
É ter os olhos voltados para o sol.
É ter o coração tranquilo.
É levar uma semente de esperança onde a flor da vida parece já ter secado há muito tempo.
A prece maior não se faz ajoelhando-nos,
Faz-se sorrindo! 

10 de setembro (quinta-feira)

Em 2015, o papa Francisco escreve um documento que se chama “Louvado Sejas – sobre o cuidado da casa comum” (Laudato si – em latim), alertando para a importância de todos nos empenharmos, mais a sério, no cuidado pelo planeta. É um bem comum. É um bem precioso. É urgente que cada um de nós assuma a responsabilidade de querer fazer o que puder fazer para que o planeta continue verde e continue a ser respirável. É urgente que, enquanto membros de uma sociedade, pensemos e possamos fazer a diferença na preservação dos recursos naturais do planeta. Ao longo do ano iremos recorrer muitas vezes a este documento do papa. Hoje, pensa um bocadinho, em turma, nos problemas ambientais mais graves que vivemos. Pensa também no que tens feito pessoalmente, ou como família ou sociedade para marcar a diferença. E, rezemos para que os governos e cidadãos, todos juntos, tenhamos a coragem de amar o nosso planeta, fazendo a diferença na forma como preservamos os recursos e os utilizamos. 

Pai nosso…

11 de setembro (sexta-feira)

Diz o documento do papa  “sobre o cuidado da casa comum”: A destruição do ambiente humano é um facto muito grave, porque, por um lado, Deus confiou o mundo ao ser humano e, por outro, a própria vida humana é um dom que deve ser protegido de várias formas de degradação.” Recebemos os recursos da natureza. Cada a todos cuidar. Hoje, gostava que começasses a pensar, por exemplo, na forma descuidada com que atiro com um papel, ou outro objeto que tenho em mãos, para o chão. Não é possível querer “salvar o mundo” se não começar com estes pequenos gestos. Não vale a pena “greves” em favor do planeta, se não estiver muito atento ao que posso mudar cada diz na minha vida. É tempo de cuidar, hoje! Senhor, que, por amor aos outros e ao ambiente, eu não atire nada para o chão. 

Glória ao Pai…

14 de setembro (segunda-feira)

Contava São Francisco de Sales que no campo quando algumas galinhas acabam de pôr o ovo, vem a raposa e come-os. Porquê? Perguntava o Santo. Porque a imprudência da galinha leva-a a começar a cacarejar logo após colocar o ovo. Assim, ao cacarejar da galinha, a raposa é alertada para o manjar que tem à espera. Vai e devora o ovo que a galinha tinha acabado de pôr. E, o nosso São Francisco de Sale tira a seguinte conclusão: assim acontece com todos os que fazem algo bom. Quando fazem algo meritório, começam a cacarejar para que todos vejam e reparem… e o inimigo, que é a vaidade, tudo destrói!

15 de setembro (terça-feira)

Hoje comemora-se o aniversário de nascimento do Pe. Usera, fundador das Irmãs do Amor de Deus.

Vamos pedir ao Senhor, que por interceção do Pe. Usera, nos dê um coração dócil para sermos boa terra e para que as sementes do amor e do bem deem frutos abundantes na nossa vida e na vida dos outros.

Pai Nosso…

16 de setembro (quarta-feira)

O que te peço, Senhor, é a graça de ser.
Não te peço sapatos, peço-te caminhos.
O gosto dos caminhos recomeçados,
Com as suas surpresas e suas mudanças.
Não te peço coisas para segurar,
Mas que as minhas mãos vazias se entusiasmem na construção da vida.
Não te peço que pares o tempo na minha imagem preferida,
Mas que ensines meus olhos a encarar cada tempo
Como uma nova oportunidade.
Afasta de mim as palavras
Que servem apenas para evocar cansaços, desânimos, distâncias.
Que eu não pense saber já tudo acerca de mim e dos outros.
Mesmo quando eu não posso ou quando não tenho,
Sei que posso ser, ser simplesmente.
É isso que te peço, Senhor:
A graça de ser de novo.
(D. Tolentino Mendonça)

17 de setembro (quinta-feira)

Um oleiro, um dia, fez uma bilha, pondo nela todo o seu engenho e arte. E, para que cozesse mais depressa e melhor pô-la a secar ao ar livre.

Neste momento desencadeou-se uma grande tempestade de chuva e vento. A tempestade aproximou-se da bilha e perguntou-lhe:

– Quem é tu e qual o teu nome?

A bilha, querendo ignorar que tinha sido fabricada de um pobre barro, respondeu:

– Fui formada por um homem de génio e mãos habilidosas. Sou a mais bela de entre as bilhas desta terra. A tempestade disse-lhe então:

– És demasiado orgulhosa, esquecendo-te que és formada do pó da terra.

A chuva continuou a cair e a bilha voltou ao que era antes: apenas terra e água.

Não sejas orgulhoso e toma consciência que ser humano é ser frágil. O orgulho faz com que os outros nos desprezem. Sê humilde e serás a mais bela bilha nas mãos do Oleiro, que é Deus.

18 de setembro (sexta-feira)

Vivemos apressados. Há demasiado ruído à nossa volta e dentro de nós – um ruído que provoca incompreensões, zangas e mal-entendidos, e nos obriga a levantar a voz. Quando encontramos uma pessoa que sabe escutar é maravilhoso. Sem percebermos a razão, desejamos estar com ela todo o tempo possível. Hoje, procura perceber quais os ruídos que estão dentro de ti. O que te leva a levantar a zangar e a levantar a voz. Faz um pouco de silêncio para que te possas escutar. Os que estão por perto precisam, urgentemente, desse teu silêncio.

21 de setembro (segunda-feira)

Disse uma folha de papel branco: “Pura fui criada e pura permanecerei para sempre. Prefiro ser queimada e convertida em brancas cinzas, do que suportar que a negrura da tinta me suje.” O tinteiro ouviu o que a folha de papel disse e riu-se mas não se atreveu a aproximar-se dela. Os lápis de cor também a ouviram e nunca se aproximaram dela. A folha de papel, branca como a neve, permaneceu pura e casta para sempre – pura e casta, e…vazia.

Khalil Gibran

Senhor, que eu não tenha medo de me envolver, de ensaiar uma outra forma de fazer ou de dizer…mesmo correndo o risco de cair ou de errar!

Pai Nosso…

22 de setembro (terça-feira)

Somos o que transmitimos. Somos alegria, fé e esperança quando deixamos transparecer o otimismo no olhar, quando insistimos em ver o belo, o bom, o que acrescenta, o que faz feliz. Saber cultivar a alegria é um dom que pode ser aprendido quando se decide mudar alguns maus hábitos: reclamar, maldizer, julgar… Ao contrário disso, sorrir e agradecer são ordens a serem cumpridas todos os dias. Desejar o bem para todos, iluminar com otimismo e alegria quem se encontra na escuridão dos sentimentos mesquinhos, do pessimismo, do egoísmo e da ausência de esperança. A alegria expulsa o desânimo, a angústia, a ansiedade, a tristeza… A alegria encontra nos momentos mais simples inúmeros motivos para viver e ser mais grato. Há pessoas que falham a tentar encontrar a alegria nas coisas quando, na verdade, ela habita dentro delas próprias. É por isso que quem sabe onde fica a fonte de sua própria felicidade não deixa que nada lhe retire a alegria de viver.

23 de setembro (quarta-feira)

O vento e o sol começaram a discutir sobre quem era mais forte. O vento disse: “vou provar que sou o mais forte. Vês aquele homem lá em baixo? Aposto que sou capaz de fazer com que ele tire o casaco mais depressa que tu”. Assim, o sol escondeu-se detrás de uma nuvem e deixou que o vento soprasse até quase se transformar num furacão. Porém, quanto mais forte soprava, tanto mais o homem se embrulhava no casaco. Finalmente, o vento acalmou e desistiu. Quando o sol ressurgiu, apenas sorriu levemente para o homem e este, secando o suor da testa com a mão, tirou o casaco. O astro-rei disse então ao vento:

“A bondade e a amabilidade são sempre mais fortes que a fúria e a violência”.

Glória ao Pai…

24 de setembro (quinta-feira)

É verdade que não depende de ti o tempo que fará hoje, nem depende de ti que alguém te trate mal. Mas depende de ti que estejas, ou não, centrado no essencial. Depende de ti que não te deixes dominar pelo que os outros dizem ou pensam.

Por isso, não dês tanta importância aos ventos e tempestades. Não dês tanta importância a insultos e críticas. Tens um lugar em ti onde nada pode entrar. Tens um lugar em ti que ninguém pode conquistar.

Tu és o senhor do teu destino. Tu és o senhor da tua alma. De entre todas as tuas qualidades – nunca te esqueças – é a pequenez que te torna invencível.

(Texto inspirado em Ernest Henley e Daniel Faria)

Pai Nosso…

25 de setembro (sexta-feira)

Que eu mantenha a atenção no interior de mim próprio, como uma lâmpada acesa que nunca se apaga. Que eu escolha viver na confiança e nela construa a minha morada. Que eu viva na certeza de que sou conhecido e amado e aí encontre a fonte de todas as energias. Que as minhas palavras e todos os meus gestos sejam fruto do amor que me habita pela presença do teu Espírito.

Mantém, Senhor, a minha lâmpada acesa.

28 de setembro (segunda-feira)

Rever o passado é recordar. Mas às vezes, a recordação traz o travo amargo de uma experiência fracassada. Recordar ações passadas serve, por vezes, de lição para o futuro.

A recompensa não é algo que vem de fora, para nos ser acrescentado: é algo que cresce dentro de nós mesmos, como a árvore da semente.

Semente boa em terreno bem cuidado produz árvores boas: é o prémio. Semente má, em terreno duro e pedregoso, produz arbustos mirrados: é o castigo.

Que te aguarda no futuro? Se não o sabes com certea, observa qual a plantação que fazes. Que estás a plantar? Lírios? Colherás lírios! Rosas? Colherás rosas! Mas pensaste nos espinhos? As rosas são belas e formosas, mas ferem fazem sangrar.

O teu futuro será como tu o quiseres. Se queres amor e felicidade vive para servir e amar para dar e essas sementes renderão cem por um.

29 de setembro (terça-feira)

Certo dia, o professor decidiu ir visitar um velhinho que morava perto da escola juntamente com os seus alunos. Logo que chegaram, as crianças sentaram-se a ouvir com muita atenção tudo o que ele dizia. Rapidamente perceberam que aquele velhinho era alguém muito sábio. O professor perguntou: “Senhor, de onde lhe vem tanta sabedoria?”

O velho respondeu: “Todos os dias eu estudo três livros. O primeiro é o grande livro da natureza, onde vejo a beleza das coisas e sons da vida. O segundo é o livro da Bíblia, onde percebo a grandeza do amor de Deus. O terceiro é o livro da minha consciência, que me vai dizendo as coisas boas e as coisas más que eu faço e tento mudar no dia seguinte.

30 de setembro (quarta-feira)

Senhor,

O mundo grita com promessas falsas de felicidade,
mas o coração dos jovens deseja a plenitude
e Tu conheces bem o entusiasmo destes corações
cheios de grandes sonhos.
Nós te pedimos
que nada ofusque este desejo de crescer e de amar
e que cada jovem encontre a verdadeira felicidade
que é a alegria de Te conhecer e Te levar aos outros.

Pai Nosso…