ORAÇÃO DA MANHÃ

Advento, tempo de espera…Advento, tempo de preparar, mais do que consumir, tempo de repartir a vida, mais do que distribuir embrulhos.

Advento, tempo de dar tempo a coisas, talvez, esquecidas: acender uma vela; sorrir a um anjo; dizer o quanto precisamos dos outros, sem vergonha de parecermos piegas.

Advento, tempo de rezarmos à maneira de um rio que, em vez de correr, escorre limpidamente.

Advento, tempo de abrir janelas na noite do sofrimento, da solidão, das dificuldades e sentir-se prometido às estrelas, não ao escuro.

Advento, tempo para contemplar o infinito na história, o inesperado no rotineiro, o divino no humano, porque o rosto de um Homem nos devolveu o rosto de Deus.                                                              

                                                                                          Tolentino Mendonça (adpt.)

Olha para dentro. Mede a distância a que estás de ti. Ganha balanço para fazer tudo de novo, tentar tudo de novo, arriscar tudo de novo. Escolhe-te como sujeito desta oração. Reinventa, refaz, reorienta, recomeça. É a (tua) vida. Crê que a sorte vai dar trabalho a conquistar. 

(Adpt. Sofia Castro Fernandes, Recomeça.)

Certo dia, um rapaz, entrou numa gelataria muito movimentada, sentou-se e foi prontamente atendido.

– Quanto custa um gelado com cobertura de chocolate? – perguntou.

– Noventa cêntimos – respondeu a funcionária da gelataria. O rapaz tirou umas moedas do bolso e começou a contá-las.

– E quanto custa um gelado simples? – perguntou.

Nessa altura, mais pessoas entravam na gelataria e estavam já à espera e a funcionária começa a perder a paciência mas respondeu:

– Setenta cêntimos, disse de forma um pouco mal educada.

Mais uma vez o rapaz contou as moedas e disse:

– Então vou querer o gelado simples.

A funcionária trouxe-lhe o pedido, a conta, colocou-os na mesa e afastou-se. O rapaz comeu o gelado, pagou a conta na caixa e foi-se embora. Quando a funcionária voltou para limpar a mesa, começou a chorar, pois ali, ao lado do prato, tinha encontrado vinte cêntimos de gorjeta! O rapaz não pedira o gelado com cobertura porque queria que sobrasse a gorjeta para a funcionária.

A menina de quatro anos, de olhos brilhantes, quis dar um presente ao pai no dia do seu aniversário. Primeiro entregou-lhe um grande embrulho: era uma camisa, comprada pela mãe, e depois uma pequena caixinha, revestida com um papel dourado. O pai abriu a caixinha e, surpreso, constatou que estava vazia. A menina, então explicou: “Pus muitos beijinhos dentro da caixa…e são todinhos para ti!”

Dois dias depois, no aniversário da filha, o pai deu-lhe também uma caixinha vazia. Ou melhor, tinha apenas um bilhete: “Este papelinho vale uma hora do meu tempo; uma hora de tempo por dia até ao fim da vida.”

Geralmente, o rosto mais bonito não é mais bem modelado, o mais estético ou proporcionado, mas o que mais frequentemente se ilumina com um sorriso sincero. Um sorriso é capaz de transformar cem planos, de dar alento a um coração desanimado, de converter a dureza em condescendência. Um sorriso faz com que a fronte irradie e os traços do rosto se embelezem. O que é atrativo num rosto não é, portanto, a beleza mas a bondade que nele se expressa, o gesto de compreensão e ternura que irradia serenidade à sua volta. Passa pelo mundo espalhando sorrisos de compreensão em vez de sobrolhos de desdém, alegria de sininhos de prata que repicam dentro de ti e não monotonia de chocalhos que acompanham rebanhos poeirentos.

Hoje, precisamente hoje, deixa que a tua alma ilumine o teu rosto, para que o teu possa iluminar a vida de alguém.

Hoje, pensa nesta pequena frase:

LEMBRA-TE QUE SOMOS AQUILO QUE REPETIMOS. POR ISSO, REPETE COISAS BOAS.

Quase em vésperas de Natal, lembra-te das coisas que realmente importam e multiplica-as. Um olhar, uma mensagem, o segurar de uma porta para alguém passar, o obrigado, o por favor, o ritmo mais lento nos passos para acompanhar alguém que não tem a minha agilidade, o cumprimento das regras sanitárias para bem de todos, o sorriso no olhar que é capaz de iluminar muito mais que a luz do dia. Amanhã, repete. Faz tudo de novo…e faz ainda melhor.

Dois flocos de neve que voavam perto um do outro começaram a conversar, e para que o vento não os afastasse, agarraram-se um ao outro. Um deles exclamou:

— Que sensação fantástica de voar! – disse um dos flocos de neve.

— Não estamos a voar, estamos a cair. – disse o outro floco de neve muito triste.

— É tão bom saber que, daqui a pouco, ajudaremos a fazer numa linda cobertura branca – disse o primeiro floco de neve.

— Infelizmente, vamos ao encontro da morte! Vão-nos pisar, destruir em poucos segundos, insistiu o segundo floco de neve.

— É mesmo bom ajudar os rios a crescer e, em breve, chegar ao mar. Seremos eternos, – disse o primeiro.

— Infelizmente vamos derreter e desaparecer para sempre —  continuou o segundo.

No fim, já quase a chegar à terra, soltaram as mãos, e cada um deles voou ao encontro do destino que escolheu!

Eucaristia na Igreja do Santíssimo Sacramento

Obrigado, Senhor, pelos amigos que nos deste.

Os amigos que nos fazem sentir amados sem porquê.

Que têm o jeito especial de nos fazer sorrir.

Que sabem tudo de nós, perguntando pouco.

Que conhecem o segredo das pequenas coisas que nos deixam felizes.

Obrigado, Senhor, por essas e esses,

sem os quais caminhar pela vida não seria o mesmo.

Os amigos que nos aguentam quando o mundo parece um sítio incerto.

Que nos incitam à coragem só com a sua presença.

Que nos surpreendem, de propósito, porque acham mal tanta rotina.

Que nos dão a ver um outro lado das coisas (…).

Obrigado pelos amigos incondicionais.

Que discordam de nós, permanecendo connosco.

Que esperam o tempo que for preciso.

Que perdoam antes das desculpas.

Pe. Tolentino de Mendonça  (adpt)

Se tens tristeza, alegra-te!

O Natal é alegria

Se tens inimigos, reconcilia-te!

O Natal é paz

Se tens pobres a teu lado, ajuda-os!

O Natal é dádiva.

Se tens soberba, sepulta-a!

O Natal é humildade.

Se tens trevas, acende a lâmpada!

O natal é luz.

Se vives na mentira, reflete!

O Natal é verdade.

Se tens ódio, esquece-o!

O Natal é Amor.

Se tens fé, partilha-a!

O Nata é Deus connosco.

Que perdoam antes das desculpas.

Pe. Tolentino de Mendonça  (adpt)